quarta-feira, 30 de maio de 2007

.: Crônica :.

Sou uma lenda viva de que toda dor que se diz eterna, translúcida e verdadeira, acaba. Sou um edifício construído por todos que não eu, apenas escolhi que pedras colocar. Seguro ou não, ninguém é feito de si mesmo. Quem fez a obra esqueceu de detalhes que contrabalanceavam na superestrutura ainda não infalível. Tive que usurpar de certos direitos incomuns para chegar ao concreto. Choro de uns. Conselhos de outros. Dor daqueles. Sorriso destes. Que misturados deu o sustento, o meu sustento.
Apenas uma criatura insistiu em permanecer no tal edifício, antes, desabitado. Louco ou não, ainda mora aqui. A presença deste, nunca entendido, ser é que causa certos sintomas incomuns, já que no bruto, sou feita de concreto. Lágrimas e sorrisos num mesmo rosto. Brigas e abraços nos mesmos braços. Gritos e beijos nos mesmos lábios. E quanto mais pareço me contradizer, mais posso me explicar. Confuso ou não, assim que me sinto segura. Nesse turbilhão de palavras que tentam soprar-se de minha boca. Num simples suspiro, tal morador, me cala. Me fala. Me toma. Me doma. Não tenho vontade própria, pois a minha, é a dele.
A base foi feita com esmero. Não tão forte, mas que nada pode derrubar. Alguns tem o estranho luxo de me abalar, mas apenas alguns.
Os andares são ínfimos, mas infinitos são os espaços para desvendar. Não tenho me dado o direito de ter uma cobertura. Odeio exibicionismo. Tenho apenas o necessário para ser único e eu mesmo.
As cores são múltiplas. Arco-íris me invejam com freqüência. Sou de qualquer cor. Sou da cor que quero ser. Se triste, costumo estar um pouco acinzentado. Se feliz, de todas as cores de doer à vista.
Não sou perfeito. Sou feito por humanos. Humanos imperfeitos e maravilhosos. Me sinto especial. E sou. Um edifício, habitado por quem amo, por mais estranho que possa parecer. Ufa! Enfim posso dizer! Eu, edifício, agradeço a todos que contribuíram para esta minha construção. Sem vocês eu nada seria. Afinal, ninguém é feito de si mesmo.
R.M.C.
Raquel Medeiros, estudante do 2º semestre de Psicologia

.: Atento!

* XX Encontro Nacional dos Estudantes de Psicologia, 15 a 23 julho, Curitiba. Informações: www.enep2007.cjb.net
* VI Congresso Nacional de Psicologia (CNP), 14 a 17 de junho, Brasília-DF. Info :www.pol.org.br/vicnp
* Seminário de Capacitação Livre: Questões emergentes do Terapeuta Centrado na Pessoa 2007, 2 Maio a 28 de Novembro, Fortaleza. Informações: ipefortaleza@gmail.com ou 9624.3231
*Contraponto: Encontros entre a clínica médica e a clínica psicanalítica, 30 de junho, Fortaleza. Info: 3261 2169
* Superar o Colapso: Pensar o impessável, fazer o impossível!, 5 de junho às 18h, Auditório do CRC-CE - Av da Universidade, 3057, Benfica, Fortaleza.Info: criticaradical@bol.com.br -www.criticaradical.blogspot.com
* I Seminário de Ciências Humanas e Sociais em Saúde do Nordeste, 13 a 15 de julho, Escola da Saúde Pública do Ceará, Fortaleza.
* Mídia e Psicologia: produção de subjetividade e coletividade, 28 a 30 de junho, Instituto de Psicologia da UFRJ, Rio de Janeiro. Info: /www.pol.org.br/midia/
* I Encontro Estadual de Educação Popular: Paulo Freire na contemporaneidade, 30 de Maio a 2 de junho, FACED-UFC, Fortaleza.
* Oficina de Teatro do Oprimido, 09 e 10 de Junho de 2007, de 8h às 17h. Local: a confirmar. Infos: 9974-1175 ou geisasombra@yahoo.com.br

Nova Edição do Jornal Identidade


VOCÊ ME LÊ...?

.:Editorial :.
...Ou não lê, pois sou somente um dos inúmeros papeis que você encontra ‘por ai’, espalhado em todos os cantos da Universidade? Sou somente mais um apelo visual-propagandista de alguém que quer “vender um peixe”? Ou um amontoado de letras chatas e monótonas em preto-e-branco? Se você conseguiu chegar até aqui concordando com as perguntas, perdoe-me a aspereza: poupe folhas! Deixe as idéias vagarem livre nas mãos de quem as consomem com sede e fome! Contudo, não se aborreça! Na sua leitura há uma contradição - porque leu até essa 9ª linha - esperançosa de alguém que não apenas me lerá, mas vagará por meu universo estudantil.
Pegue minhas letras, faça como a Aquarela de Toquinho. Traduza a lenda da Raquel, toque o artigo do Odailson, sinta o SOS Cocó e os estudantes da USP , regionalize a Academia e se atente para os eventos.
Olhe, eu não sou como aquele papel entubado, cheio de letras bonitas e enfeitadas - o único motivo da permanência de muitos nesse curso. Eu sou o motivo para você conhecer a Psicologia, para você viver a vida de estudante, para democratizar as informações, para contaminar os ares com rebeldias em uma universidade sem “fins lucrativos”.
Finalmente, eu sou o esboço de um mundo de liberdade, eu sou o próprio registro, a dedicação, a própria memória impressa de homenagem a NARA E VIViANE.

Ass: Um Jornal em crise de Identidade

domingo, 27 de maio de 2007

25 dias de desobediência civil

25 dias de desobediência civil

Após uma semana de impasse, incluindo um alarme falso de que a Tropa de Choque estava a caminho da reitoria na madrugada de quinta-feira(24), a ocupação segue em frente completando 25 dias. A ocupação seguiu a despeito das avaliações pessimistas de entidades e militantes partidários e experientes, incluindo a atual gestão do DCE Livre da USP (PT/PCdoB/PMDB), que defende a desocupação imediata do prédio. Durante a semana a ocupação atingiu maiores proporções, polarizando a opinião pública dentro e fora da USP. Dentro da USP os professores se dividem a favor e contra a ocupação; tal divisão se expressou em diversos artigos, de renomados intelectuais, a respeito do direito de desobediência civil. Com a entrada em greve dos professores na última quarta-feira(23), somada a greve dos funcionários, o custo político de uma ação da Tropa de Choque subiu muito.

Leia mais

Novo blog da Ocupação da reitoria da USP

Fonte: CMI www.midiaindependente.org

Fotos da Ocupação da USP!





http://ocupacaofotos.blog.terra.com.br/

TODO APOIO À OCUPAÇÃO DOS ESTUDANTES DA USP!


Visitem:
http://ocupacaousp.noblogs.org/

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Oficina de Teatro do Oprimido

Dias 09 e 10 de Junho de 2007, de 8h às 17h.

Local: A confirmar

O Teatro do Oprimido é um movimento criado na década de 60 pelo diretor de Teatro, dramaturgo, teórico, escritor e professor, Augusto Boal, com o intuito de devolver ao "público", o poder de fazer teatro. O Teatro do Oprimido tem dois princípios inalienáveis: transformar todo espectador em um "espectator" e ser sempre um ensaio do que se poderá viver na realidade social.

Objetivo geral da oficina:

Conhecer um pouco da poética do Oprimido e experimentá-la

na linguagem do Teatro, como um importante

instrumento pedagógico na construção do conhecimento

Facilitador:

Aldo Rezende de Melo

Diretor de Teatro

Psicólogo/Psicodrama tista

Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe

Multiplicador em Teatro do Oprimido pelo Centro de Teatro do Oprimido/ RJ


Inscrições e informações:

Geísa: (85) 9974-1175 ou geisasombra@ yahoo.com. br ou candidacamara@ uol.com.br